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Servidores e prefeitura n�o chegam a acordo

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Nada feito. Não houve acordo na audiência de conciliação, no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), e a greve dos servidores do município de Maceió continua, por tempo indeterminado. Segundo o sindicato da categoria, cerca de dois mil servidores estão sem trabalhar, inclusive em áreas críticas, como saúde, trânsito, fiscalização e convívio urbano. Os funcionários querem o pagamento dos 5% de progressão de mérito, cruzam os braços e batem o pé. A prefeitura balança o dedo em sinal negativo, afirma que não tem dinheiro em caixa. O município enviou uma verdadeira força-tarefa, composta pelos secretários Carlos Spegiorin (Administração), Renata Fonseca (Finanças), Manoel Messias (Planejamento) e Ricardo Wanderley (Procuradoria), para a audiência mediada pelo desembargador Domingos de Araújo Lima Neto. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Maceió (Sindspref), Sidney Lopes, questionou a contabilidade apresentada pela prefeitura e cobra o cumprimento do acordo salarial assinado em 2012. ?Tem cerca de 3.500 servidores sem receber os 5% relativos a 2014, além de 140 pessoas sem o de 2013 e 30 servidores que ainda esperam o de 2012?, reclama Sidney. O secretário de Administração lamenta não ter havido a conciliação para pôr fim à greve e usa o escudo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para defender a tese da falta de condições financeiras para pagar o direito adquirido pelos trabalhadores. ?O município apresentou a realidade dos números. Temos 50,94% comprometidos com o pagamento do pessoal, e a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece o limite prudencial de 51,3%. Quando se implanta o mérito, a gente ultrapassa esse limite?, explica Spegiorin.

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