Cidades
Com greve, camel�s voltam ao cal�ad�o
Depois de todo o auê para retirar cerca de 600 camelôs do calçadão do comércio, a greve dos servidores do município fez tudo voltar à estaca zero. Desde o último fim de semana, é difícil dar um passo em meio a cavaletes, tablados, carros e quinquilharias espalhados nas ruas do Comércio, do Livramento, Boa Vista e adjacentes. A falta de fiscais de trânsito e da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) motivou os ambulantes a botarem banca outra vez. O sonho de consumo dos lojistas, com ruas vazias e fluxo livre de pessoas em pleno Centro, durou menos de duas semanas. Resta a esperança de que o problema voltará a ser resolvido assim que a greve acabar. O Presidente da Aliança Comercial, Olinto Osório, está confiante. ?Não corre o risco de voltar a ser como antes porque eles mesmos estão sabendo que, assim que os fiscais voltarem ao trabalho, terão de sair de lá?, afirma. Nas lojas, os vendedores e gerentes sentiram a diferença. ?Sem os camelôs, a rotatividade de clientes nas lojas aumenta muito. Com o calçadão livre, o fluxo melhora bastante?, observa a vendedora Ana Paula Peixoto. Nos tempos mais difíceis, de calçadão lotado, até alguns lojistas apelavam para colocar mercadorias no meio do passeio público. ?Era triste, a roupa pegava sol porque a gente botava banca para concorrer com os camelôs?, afirma Claudiane Andréia.