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Sindicato fala em ‘descaso proposital’

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Com preso demais para segurança de menos, o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen) denuncia que existe um descaso proposital, com segundas intenções para privatizar todo o sistema. Para o Sindapen, quando o Estado coloca uma empresa de segurança particular para cuidar de um presídio, como fez no Agreste, está criando uma força paramilitar, o que pode ser ainda mais perigoso. ?É a mesma coisa que tirar a PM da rua e botar uma empresa de vigilância com policiamento ostensivo. Ou tirar a Polícia Civil da investigação de um crime e procurar um detetive particular nos Classificados de um jornal?, compara o diretor do sindicato, Vitor Melo. Para o representante dos agentes penitenciários, ?o Estado não pode deixar de exercer essa função fim?. Ainda pior que a superlotação, Vitor aponta a falta de efetivo como o principal problema do sistema carcerário. ?Hoje, o somos cerca de 650 agentes, mas trabalhando nas unidades são apenas 300, isso equivale a cinco ou seis agentes de plantão para uma média de 700 presos por unidade prisional?. Para se ter uma ideia da superlotação, o ?cadeião? tem 240 vagas e 630 presos. No Baldomero Cavalcante, 850 presos se espremam onde deveria haver, no máximo, 450. ?Neste meio, não temos material de trabalho e a insegurança é constante. Quando há rebelião, motim ou uma simples briga, a gente não pode fazer nada (mesmo que os presos se matem)?, acrescenta.

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