Cidades
PM morta em viatura � sepultada
O soldado PM responsável pelo porte da metralhadora que matou a policial militar Izabelle Pereira, 24 anos, alega que um defeito da arma provocou a rajada fulminante. As trinta balas do pente foram deflagradas dentro da viatura da Radiopatrulha. Dezessete delas atingiram a moça, que se formou como policial há sete meses e cobria o plantão de uma colega, mesmo após ter trabalhado o dia inteiro, no último sábado. O companheiro de farda que estava no banco de trás com a soldada Izabelle apresentou a versão de disparo acidental por falha técnica, em depoimento prestado na Central de Flagrantes. ?Nós soubemos desse depoimento, ele disse que a metralhadora estava no banco, apontada para o chão, e alega que o motivo desse disparo foi o defeito da arma?, confirma uma prima da vítima, a professora Priscila Silveira. Os três PMs que estavam na viatura foram recolhidos ao quartel da Radiopatrulha para averiguações. O próprio comandante-geral da PM, coronel Marcus Pinheiro, foi até lá e encontrou com eles. ?Conversei com o soldado (responsável pela arma), que estava acompanhado da mãe e recebe todo o acompanhamento psicológico e de assistente social. Ele está muito transtornado?, informa. Izabelle havia entrado na Radiopatrulha há três meses. Já o soldado tinha mais experiência de serviço, pois é egresso da turma de 2010. O comandante explica que a metralhadora calibre ponto 40 tem um travamento de segurança, mas vídeos postados por policiais nas redes sociais apontam que o modelo da arma comprada pelo governo do Estado apresenta constantes defeitos, como efetuar disparos, mesmo com a trava acionada. A falta de estrutura da viatura pode ter contribuído para a fatalidade, já que o veículo do tipo Palio Weekend não tem suporte para metralhadora. As informações iniciais apontam que a arma estava no banco e teria disparado após sofrer um tranco por causa de uma curva brusca. A guarnição seguia para atender a um chamado de roubo, no Sítio São Jorge.