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Cidades

Caixa d’�gua amea�a moradores

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Por | Edição do dia 03/09/2014 - Matéria atualizada em 03/09/2014 às 00h00

Água que cai do alto nem sempre é chuva. Enquanto cidades como São Paulo e Rio enfrentam a pior crise de abastecimento da história, um trecho do bairro do Feitosa, em Maceió, peleja com o desperdício que jorra do alto de uma enorme caixa d’água, quase todos os dias. Além de sofrer com alagamentos, umidade e mofo, quem mora ou tem negócio próximo aos dois reservatórios da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), na Avenida Governador Lamenha Filho, convive com o medo de a estrutura de concreto abandonada desabar. A falta de manutenção é evidente, inclusive com rachaduras e a queda de pedaços de reboco de grandes altura, com o risco de atingir quem trafega pela rua. Há mais de um ano, o caso se agravou com o surgimento de um grande buraco na parede de um dos reservatórios. Toda vez que a água atinge determinado nível, começa a jorrar com força por meio do buraco, atingindo imóveis a muitos metros de distância. “De vez em quando tem vazamentos de milhões de litros, alaga as calçadas e a pista toda. Quando a caixa enche, esborra água a noite toda, e a gente vê a bagaceira no dia seguinte”, informa o trabalhador portuário Vanilton Ferreira. O garçom Reginaldo Lima dos Santos reforça que o transtorno é ainda maior porque toda a área de um ponto de ônibus fica alagada. “Pode acontecer um acidente, os alunos têm que ir para o outro lado ou ficar no meio da pista. Passa os carros e dão banho em todo mundo, é uma miséria”. Sempre que tem vazamento, os pontos comerciais sofrem infiltrações ou até ficam alagados. O eletrotécnico Daniel Cavalcante afirma que, todo dia, quando chega para trabalhar, precisa enxugar tudo dentro da sua oficina. “Aqui nessa parede fica uma cachoeira”.

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