Cidades
Com�rcio repassar� alta dos juros ao consumidor
O presidente da CDL, Wilson Barreto, disse ontem que o aumento de 25% na taxa anual de juros de operações bancárias ?é uma ducha fria para os empresários do comércio. Vamos encerrar o ano sem repassar aumento para o consumidor, mas a partir de janeiro vamos planejar nossos custos embutindo essa despesa?. Ele lembrou que o Banco Central já havia aumentado a taxa Celic em outubro e agora novamente reajustou de 22% para 25%. ?Nós trabalhamos com financiamento, então é óbvio que esse aumento terá um impacto negativo nos negócios. Apesar de a taxa já está em vigor, não vamos alterar o preço de nossas mercadorias. A margem de lucro vai cair, mas também não podemos segurar mercadoria. Todos os produtos devem ficar em circulação sempre, mesmo que haja defasagem no valor a ser pago pelo cliente?. Barreto explicou que 60% das vendas são feitas a crédito, seja através de cartão, financeiras ou cheque pré-datado. O volume de vendas à vista é pouco e quem compra com dinheiro, em espécie, leva peças de pequenos valores. Segundo ele, nesse fim de ano houve um incremento de aproximadamente R$ 100 milhões no comércio, devido não só ao 13o, mas também a liberação do FGTS e do Imposto de Renda, que ficou preso e só no fim do ano foi liberado. ?Ficamos animados, mas o aumento do Celic frustrou a alegria?.