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Acidente deixa cinco �ndios mortos

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A chuva fina, a pista molhada e a baixa visibilidade são um perigo. Junto com a imprudência, é fatal. A picape L-200 não resistiu ao choque frontal com o caminhão baú e ficou espatifada no quilômetro 91 da rodovia BR-101, próximo à entrada secundária da Usina Uruba, em Rio Largo, ontem pela manhã. A caminhonete da Fundação Nacional do Índio (Funai) transportava um funcionário, dois integrantes da tribo Kariri Xocó e dois da tribo Karapotó. Todos morreram. O motorista do caminhão, José Eli Pereira Guedes, fraturou o braço, teve ferimentos por todo o corpo e foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE). Ainda na ambulância, ele ligou para o dono do caminhão, José Felix de Almeida, e contou sua versão do acidente. ?Ele disse que ainda freou uns dez metros, a caminhonete foi fazer uma ultrapassagem, mas não deu. Fez um L na frente do caminhão e aí não teve jeito?, conta José Felix, que foi ao local do acidente para evitar o saque da carga de cosméticos que seguia de Maceió a Arapiraca. Os índios seguiam de Porto Real do Colégio para participar de uma manifestação numa agência da Caixa Econômica Federal, em Maceió. Morreram o cacique Karapotó da aldeia Terra Nova, Antônio José Filho, 66 anos, o filho dele, Rosivan dos Santos, José Wilton Tavares Vieira Silva, 34 anos, e os Kariri Xocó: Diaroni Luiz Feitosa e Welton Mendonça de Farias, 40, que é chefe da coordenadoria técnica da Funai em Porto Real do Colégio e guiava o veículo.

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