Cidades
A situa��o aqui s� piorou
Dos 23 anos de atividades no Mercado da Produção, o comerciante João Caires, popularmente conhecido como João da Farinha, tira uma conclusão curta e grossa: ?A situação aqui só piorou!?. Do piso ao teto, analisa o microempresário, os problemas se multiplicam e causam muitos transtornos. De fato. O mais evidente deles são as pingueiras. ?Observe os buracos no teto?, diz. ?Quando chove, a situação fica bem complicada e muito incômoda?, acrescenta. A água, que não deveria entrar no estabelecimento, prejudica bastante o piso, desgastado pelo tempo de uso. Ele se diz incomodado com a estrutura do lugar que, em sua visão, parece não despertar interesse algum das autoridades de hoje e de outrora. ?O espaço poderia ser muito mais decente e ?agradável aos consumidores??, desabafa, enquanto enche pacotes de um quilo com farinha ou açúcar. Outra queixa do comerciante: a precariedade do banheiro coletivo. ?Hoje (quarta-feira passada), está simplesmente impossível utilizá-lo?, comentou. Motivo: a suposta escassez de água nas torneiras para a devida higienização do equipamento utilizado por milhares, diariamente. ?Imagine você o constrangimento do consumidor, caso precise fazer suas necessidades?, comentou. João da Farinha tem toda razão. Mensalmente, ele paga R$ 215,00 à Secretaria Municipal de Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes) para poder trabalhar no mercado público. ?A gente paga à prefeitura, mas não tem retorno?, critica o também comerciante Edson Messias, o ?Edinho?, presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público. Ele confirma as queixas do colega empreendedor. ?É tudo verdade. Assino embaixo. A situação é muito difícil?, acrescenta.