Cidades
Banc�rios amea�am parar
As negociações entre bancários e banqueiros, que transcorrem durante toda esta semana, será decisiva para definir se a categoria irá cruzar os braços, até o fim do mês. A categoria cobra 12,5% de reajuste salarial e avanços em cláusulas sociais que, segundos os bancários, estão emperradas. A categoria diz dispor de dados concretos sobre os lucros dos bancos e por isso pressiona para obter ganhos maiores nesta data-base. Mas, segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários, Juan Gonzalez, os trabalhadores, além das cláusulas financeiras, continuam apontando a jornada e a falta de condições de trabalho em algumas agências como sendo um dos fatores que mais têm pesado contra a produtividade e a saúde dos trabalhadores. ?Os bancários têm cobrado muito a questão que envolve a saúde da categoria, pelo menos foi o que ficou constatado em uma enquete. A carga de trabalho e a própria condição para desempenhá-lo nas agências têm criado situações difíceis?, disse Juan. Ele lembra de outro grande problema, que também não pode ser esquecido, envolvendo assédio moral. Na prática, ele se revela na cobrança e na pressão para que o trabalhador, além de sua função normal no banco, também tenha que atingir metas por meio da venda de produtos aos clientes.