Cidades
Agentes cobram porte de arma
O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen) promete inviabilizar, hoje, o esquema de segurança interna e externa de sete unidades prisionais. O objetivo da categoria é fazer a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) custear o pagamento de exame psicológico, indispensável ao porte de arma, mas realizado apenas por psicólogo particular que é credenciado pela Polícia Federal (PF). Para o presidente da entidade sindical, agente penitenciário Jarbas de Souza, não faz sentido algum ?tirar dinheiro do bolso? para pagar por avaliação que, na sua opinião, deveria ser viabilizada pelo poder público. ?A categoria entende que o governo do estado é que deve custear a certificação?, explica. Dos 653 agentes em atividade no estado, 217 estariam no exercício de suas funções. Até ontem, a maioria manuseava armas de fogo, pertencentes ou não ao estado, sem contestação. ?Agora, a categoria entende que só deve manuseá-las com a posse da certificação exigida. Entendemos também que a documentação deve ser fornecida pelo estado?, confessa Jarbas Souza. 5.732 reeducandos estão no Cyridião Durval, no Manicômio Judiciário, no Núcleo de Ressocialização, no Baldomero Cavalcante, no Presídio Santa Luzia e no Presídio. O esquema de segurança dessa população pode ficar comprometido caso os agentes penitenciários cumpram com a ameaça de não utilizar arma de fogo.