Cidades
Juiz comunica fuga de menores ao CNJ
?Sem controle?. É como estão as unidades de atendimento socioeducativo do Estado, de acordo com informações apuradas pelo juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Ney Alcântara. ?O apagão da segurança já existe. Quem manda na maioria das unidades são os próprios internos, de 18 a 21 anos. Eles dizem quem entra nos ambientes?, revelou Alcântara, ao repercutir as providências adotadas após a fuga de 18 jovens, na madrugada de quinta-feira, da Unidade de Internação de Jovens e Adultos (Uija). O magistrado confirmou que já comunicou o fato ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mesmo sem acreditar que isso motive uma nova visita ao estado, ele revela ser o único recurso de que dispõe no momento. ?Infelizmente temos que ficar na pressão para ver se algo é feito. Mas o Estado, que é o responsável por tudo isso que tem ocorrido, já tem dez condenações em ações civis públicas. Pelo desrespeito caberia até um pedido de intervenção federal, mas isso é muito difícil em ano eleitoral?, desabafou o juiz. Ele lembra que nem a visita do então presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, fez o Estado adotar as medidas que deveria. Ao repercutir a fuga, ele disse que ela é danosa tanto para o Estado, que deveria resguardar aos jovens, como para a sociedade, que voltou a conviver com os infratores e sua periculosidade. ?Eles próprios correm riscos, porque muitos estão envolvidos com crimes graves. A sociedade também é prejudicada, porque é obrigada a conviver com riscos?, completou Ney Alcântara.