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Laudo revela falta de estrutura em silos do Motrisa

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As bases de ferro e de concreto antigas, sem o reforço e adequações aos efeitos agressivos do meio ambiente, fragilizaram a estrutura dos silos do Moinho Motrisa ao longo dos anos e essa deficiência foi a causa do desabamento, ocorrido no mês de abril e que deixou cinco pessoas feridas ? uma delas em estado mais grave. O laudo da empresa Bedê Engenharia de Estruturas, contratada pela própria fábrica de alimentos, foi concluído em julho, mas a divulgação do conteúdo aconteceu somente ontem. Com detalhes mais minuciosos, o resultado salienta que é preciso manter os silos desocupados para evitar um novo acidente. Após a análise criteriosa das prováveis causas da ruptura, ficou atestado que a construção dos cilindros obedeceram normas e critérios técnicos da década de 1970. Em 1985, o Motrisa fez reparos para corrigir fissuras, porém a camada de quatro centímetros de concreto não foi suficiente para dar segurança às torres. A ação da maresia oxidou a estrutura de ferro, tornando-a ainda mais vulnerável. Ao receber mais este laudo, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) em Alagoas reafirmou que nada muda agora. Pelo menos por enquanto, o chefe do Núcleo de Segurança e Saúde do Trabalho, auditor Elton Machado, avisa que os silos permanecem esvaziados e interditados. Ele informa que manter o desabastecimento afasta o risco de desabamentos. ?Recebemos dois laudos propriamente ditos sobre os silos e um sobre as causas do acidente. Pedimos outro, feito pela Ufal, de análise da área de moagem, que afastou o risco de acidentes aos trabalhadores?, revela. O auditor do Trabalho diz que a SRTE deve fazer fiscalizações programadas para avaliar o que a fábrica vai fazer com a estrutura que ainda está em pé.

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