Cidades
Minist�rio P�blico vai investigar as �causas do desabastecimento d�gua
O Ministério Público Estadual vai instaurar inquérito civil público para definir oficialmente qual é a situação do sistema de abastecimento de água de Maceió. A instituição aguarda o relatório da discussão promovida pela Federação das Associações Comunitárias de Maceió (Facom), no dia 29 de novembro último, para requisitar informações da Casal, das secretarias de Irrigação e Recursos Hídricos e de Infra-Estrutura, dos órgãos estadual e municipal de meio ambiente, e de técnicos da Ufal, sobre a ameaça de desabastecimento total daqui a dois anos. A medida foi confirmada pelo coordenador do Núcleo de Meio Ambiente do MP, promotor Jorge Dória, que revela ter saído assustado do encontro realizado pela Facom. ?Já havia participado de discussões sobre a questão dos recursos hídricos, mas não com a riqueza de detalhes técnicos mostrados sobre o abastecimento em Maceió?, disse o promotor. Ele considerou o debate positivo por ter resultado num diagnóstico sobre o esgotamento das reservas de água na capital. Situação crítica O promotor Jorge Dória admite que a situação crítica de hoje é conseqüência da falta de ação dos órgãos responsáveis. ?Temos que aprofundar essa discussão, partindo do que já vimos. O Ministério Público não tinha conhecimento dessa realidade?, afirma ele, para quem o inquérito civil público é o instrumento de ação mais imediata que pode ser adotado diante da gravidade do quadro apresentado. O inquérito vai identificar os responsáveis pela situação no âmbito oficial, para exigir deles as soluções. ?O Estado vai ter que assumir sua responsabilidade?, declara o promotor. Crimes ambientais Na avaliação dele, além dos problemas como desmatamento, assoreamento, falta de investimentos e desperdício de dinheiro, a crise que se avizinha pode se tornar ainda mais grave diante de crimes ambientais cujas conseqüências ainda não são visíveis. Ele aponta a instalação excessiva de postos de combustível, que podem estar contaminando o lençol freático, e os conjuntos habitacionais construídos de forma desordenada, como exemplos de dano ambiental que exigem ação imediata.