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Sujeira se espalha pelos bairros da capital alagoana

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O aumento médio de 42,85% no volume de lixo produzido em Maceió nos últimos 13 anos e a baixa conscientização ambiental da população, mais a coleta nem sempre eficiente, talvez expliquem porque ainda há tanto entulho em calçadas ou à beira de ruas e avenidas de bairros periféricos e nobres também. ?Deveriam reduzir o intervalo entre as coletas. Como não fazem, a gente vai amontoando os pacotes aí mesmo, sobre a calçada. O lixo aumentou muito?, confessa o aposentado Salustiano Nascimento dos Santos, morador do conjunto Virgem dos Pobres II, no Vergel. A fala do insatisfeito cidadão, antes pescador, hoje morador de apartamento doado pelo poder público, encontra guarida num dado da Secretaria de Limpeza Urbana (Slum): até o início do século (2000), a população de toda a capital gerava 800 toneladas de lixo domiciliar por dia. Atualmente, são 1.400 toneladas diárias. A elevação do volume de entulho, revela o diretor de Operações da Slum, Pablo Ângelo, é reflexo não apenas do crescimento populacional, como também da irregular e ilegal proliferação dos pontos onde é feito o descarte de detritos, principalmente, em bairros periféricos. O Benedito Bentes, onde está o maior complexo residencial do município, Jacintinho, Ponta Grossa e Dique Estrada constam nas estatísticas da prefeitura como logradouros onde a geração de lixo, sempre crescente, associada ao descarte fora dos padrões oficiais, prejudica o pleno processo de coleta.

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