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MP tenta coibir abate clandestino de animais

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São Luís do Quitunde ? O promotor de Justiça da Comarca de São Luís do Quitunde, Jorge Luiz Bezerra, determinou que o Mercado Público da cidade não mais receba carne sem o certificado de origem. A medida tem como objetivo coibir o abate clandestino de animais no município. O promotor recebeu diversas denúncias sobre a atividade irregular que ocorre desde a interdição, em agosto deste ano, do Matadouro Público Municipal pelo Ministério do Trabalho. Cerca de 600 bovinos estariam sendo mortos por mês clandestinamente na região Norte do estado, onde apenas um matadouro opera normalmente. ?A partir do momento que os marchantes não têm a quem vender, não continuarão com a matança clandestina de animais, que se converte em risco enorme para a saúde pública?, considerou o promotor de Justiça. Segundo Jorge Bezerra, o responsável pela administração do Mercado Público de São Luís do Quitunde assinou documento se comprometendo a não mais receber carne sem o certificado de origem. A assinatura aconteceu ontem à tarde depois de uma reunião com dezenas de marchantes no gabinete da Promotoria de Justiça, no Fórum da cidade. Os profissionais confessaram que realizam a matança clandestina em fazendas da região porque apenas um matadouro, o de Porto Calvo, permanece operando normalmente na região Norte do estado. ?O problema é que Porto Calvo não aceita que levemos o nosso gado para ser abatido lá. O custo com o frete também é muito alto?, observou o marchante Manoel Chagas da Silva. Segundo o marchante George Gomes Rocha, os fiscais do Ministério do Trabalho identificaram, em maio, durante inspeção, diversas discrepâncias no Matadouro Público de São Luís do Quitunde e ofertaram prazo de 60 dias para que a prefeitura providenciasse as correções. Como nada foi feito, a unidade foi interditada em agosto e não mais reabriu.

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