Cidades
Institui��es se mobilizam para fiscalizar processo
Enquanto milhões de eleitores alagoanos estiverem exercendo a cidadania, uma grande equipe vai estar mobilizada para fiscalizar o processo eleitoral no estado. As denúncias de crimes eleitorais aumentaram na última semana, obrigando instituições e órgãos a redobrarem a atenção, para evitar uma das mais antigas práticas neste período: a compra de votos. O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) tem recebido um grande volume de denúncias, assim como a Polícia Federal (PF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em Alagoas. Informes de crimes eleitorais que chegaram ao conhecimento do MCCE, por exemplo, aumentaram cerca de 150% na semana que antecedeu as eleições. Até a última sexta-feira, o grupo tinha encaminhado 20 denúncias (nenhuma em flagrante), a maioria de compra de votos, ao MP Eleitoral. Hoje, quatro membros do movimento no estado ficam de plantão, circulando por várias regiões, até o fim da apuração, e qualquer denúncia que chegar deverá ser averiguada. Desde quando a campanha ainda estava sendo desenhada, o coordenador nacional do MCCE e juiz de Direito, Márlon Reis, havia dito que o processo eleitoral inspirava uma grande preocupação em Alagoas e no Maranhão. Aqui, o maior problema são os chamados cadastros de eleitores, modalidade de compra de votos que é muito comum nos bairros periféricos da capital e nos municípios do interior.