Cidades
URNAS FALHAM E VOTA��O ATRASA
O frio, a chuva e a lama marcaram a votação no maior colégio eleitoral de Alagoas, com cerca de 20 mil eleitores. Além do tempo esquisito, a baixa temperatura também era sentida nas pessoas que foram ao Centro de Educação e Pesquisas Aplicadas (Cepa), no Farol. Sem boca de urna ou manifestações isoladas de apoio aos candidatos, o povo estava silencioso, acabrunhado, até apático, em quase todas as 77 seções de votação do Cepa. Em oito delas, o equipamento de leitura biométrica deu problema e emperrou as filas. Os responsáveis pela 1ª Zona Eleitoral tiveram trabalho para trocar todas as urnas em tempo hábil. Foram duas no colégio Teotônio Vilela, duas no José da Silveira Camerino, uma no Moreira e Silva, uma no José Correia Titara, uma no Maria José Loureiro e uma no Princesa Isabel. ?Estamos fazendo o procedimento de tentar religar, mas, quando não conseguimos, trocamos as urnas?, explica o chefe de cartório da 2ª Zona, Cléber Torres. A seção 167, na Escola Princesa Isabel, foi uma delas. O mesário Dagoberto Ferreira explicava aos cidadãos que era preciso fazer todo um protocolo antes de votar. ?A legislação orienta que se faça oito tentativas, duas com cada polegar e duas com os indicadores, para só então fazer a identificação por assinatura?, afirma. E isso com cada eleitor. Num instante, a fila ficou imensa. Quem teve de esperar mais tempo, não ficou nada satisfeito. ?Não tem quase ninguém na fila e a gente passa mais de uma hora de espera. Por quê? No tempo da caneta, era muito melhor. A fila só está andando para trás, por causa dos idosos e atendimento preferencial?, reclama o operário da construção civil, Jarbas Antônio, que vota na seção 10, no colégio Moreira e Silva. A mesária Elizângela Florestan confirma que o problema aconteceu desde a primeira pessoa que chegou para votar. Com o atraso, o tempo médio de votação ficou em torno de 10 minutos para cada eleitor.