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Familiares de detentos realizam protesto

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Com guarda-chuvas em punho, debaixo da chuva que caía ontem pela manhã, esposas e familiares de detentos dos presídios Baldomero Cavalcanti, Ciridyão Durval, Cadeião e de Segurança Máxima (PSM) fizeram uma passeata dentro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O objetivo foi fazer novas denúncias sobre diversos problemas no sistema prisional, como revistas íntimas demoradas, falta de energia nas unidades, má qualidade da alimentação servida aos presos e espancamentos, que ocorreriam no PSM. A passeata terminou em frente ao Fórum Regional José Cavalcanti Melo, no campus da Ufal em Maceió. Lá, os manifestantes exigiram uma reunião com o juiz da 16ª Vara Criminal da Capital (Execuções Penais), José Braga Neto, que se prontificou a recebê-los hoje, em seu gabinete. ?Não admitimos nenhuma condição de maus tratos ou quaisquer outras ações que possam denegrir a integridade física do ser humano. Mas, temos de averiguar todas essas informações antes de tomar qualquer medida?, declarou Braga Neto. O magistrado disse que a superlotação agrava a situação do Sistema Prisional alagoano. ?Mas, vale lembrar que o Presídio de Segurança Máxima, por exemplo, não está nessa condição. Quanto à energia, vamos averiguar. Houve um caso recente onde a energia era cortada para impedir que detentos utilizassem as tomadas para recarregar aparelhos celulares. No Ciridyão Durval, houve denúncia de maus tratos, onde teriam sido deflagradas balas de borracha contra os presos. Imediatamente, solicitei um exames de corpo de delito?, disse o juiz. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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