Cidades
Bebedouro alaga ap�s chuvas
A elevação do nível das águas da Lagoa Mundaú, consequência dos 128 milímetros de chuva registrados nos últimos três dias, explicam por que o Riacho do Silva transbordou e impôs a centenas de moradores do bairro de Bebedouro uma rotina muito antiga: o aluguel de pequenas canoas para poder sair de casa e acessar a principal avenida da localidade. ?Choveu demais em Maceió. Nos últimos três dias, registramos 128 milímetros de chuvas. É muito acima da média prevista para este período, de 50 milímetros?, explica Dinário Lemos, coordenador da Defesa Civil Municipal. ?Felizmente, tudo está sob controle. Nada de grave foi registrado. Não há ninguém desabrigado, neste momento?, emendou. O coordenador falou à Gazeta de Alagoas no final de tarde de ontem, horas depois da repetição de transtorno imposto aos moradores, já acostumados à elevação das águas do referido riacho. ?Duas famílias correram ao interior de uma escola pública. Quando as águas sobem, elas saem, buscam abrigo e só voltam depois do escoamento?, acrescentou, referindo-se inclusive aos moradores que, pela manhã, não tinham alternativa senão desembolsar R$ 1,00 para embarcar numa canoa e cruzar os trechos alagados de três ruas. De real em real, filhos de alguns pescadores faturaram seu trocado transportando moradores das Ruas Tobias Barreto, Cônego Costa e dos Pescadores, esta parcialmente inundada pelas águas da ainda pujante Mundaú. O transtorno de ontem cedo não é novidade para quem vive no bairro de Bebedouro. O inundamento ocorre porque as casas foram construídas em nível igual ao da lagoa. ?Quando as águas da Mundaú sobem, é inundação na certa?, explica Dinário Lemos. Duas famílias correram à Escola Major Bonifácio para fugir do aguaceiro, mas, segundo a Secretaria de Assistência Social, não estavam desabrigadas.