Cidades
Ruas seguem alagadas em Bebedouro
A chuva deu uma trégua, mas os transtornos decorrentes de sua força continuaram. Ontem, no bairro de Bebedouro, moradores continuaram enfrentando alagamentos e não puderam contar com o VLT na ida para o trabalho. Em ônibus lotados, a principal reivindicação era por mais coletivos. A suspensão dos serviços deveu-se ao transbordamento do Riacho do Silva e ao alagamento da Rua Cônego Costa, por conta da quantidade de chuva e do aumento da maré que regula o nível da Lagoa Mundaú. ?Nos últimos dois dias, gastei quase o dinheiro da semana toda para ir ao Centro?, queixava-se o vendedor Luiz Cláudio Santana. Ele era um dos que esperavam, no ponto, o ônibus para seguir viagem. Ao seu lado, o aposentado José Soares cobrava uma medida mais eficaz da empresa em colocar mais ônibus à disposição dos usuários. ?Quando acontecesse um negócio desses, o ideal era a empresa de ônibus ser comunicada para colocar mais transporte para o povo. Porque pessoas como eu não irão andar em carro de lotação cheio?, cobrou Soares. Moradores de Bebedouro, Luiz Cláudio Santana e José Soares, disseram que, apesar dos transtornos, quem mais sofreu foram os usuários de transportes que moram em Rio Largo, que tiveram que recorrer às lotações ou ônibus de linha, cuja a passagem tem um preço diferenciado. A superlotação dos coletivos persistiu até o início da tarde, por conta da demanda de passageiros. Posteriormente, a situação se normalizou, mas, podendo se repetir ao final do dia, já que muita gente que havia seguido viagem não sabia se o VLT havia retomado suas atividades. ?Quem foi de ônibus deve voltar também, porque como ficarão sabendo que a linha voltou ao normal??, questionou Luiz Cláudio.