Cidades
Moradores contestam legalidade de vistoria
Depois de conseguir, na Justiça, liminar favorável para não mais pagar aluguel a moradores desalojados da Vila Nossa Senhora do Carmo, no bairro do Poço, o Moinho Motrisa deu início, na manhã de ontem, a uma vistoria em algumas casas danificadas com a queda de um dos cilos, no dia 7 de abril. Mas, a medida está longe de representar uma solução para o problema. É que, na interpretação dos moradores e de seus respectivos advogados, quem deve realizar a perícia são técnicos isentos, indicados pelo próprio Judiciário. Ontem, o trabalho não foi realizado em todas as casas, justamente, porque há quem conteste a legalidade da iniciativa. É o que pensa o radialista e jornalista Antônio Torres, que desde o dia do fato está fora de casa. ?Nós esperávamos é um perito nomeado pela Justiça, para que eles próprios pudessem emitir um parecer. Por isso, quando nosso advogado informou que a vistoria não tinha valor legal, fui embora e minha casa não passou por isso?, disse Torres. Ele voltou a lamentar a ausência do poder público, que em sua avaliação tem se omitido. ?A exceção foi a Defesa Civil. Mas, depois, nem Estado e nem município fizeram nada por nós?, completou.