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REA��ES AO DIAGN�STICO VARIAM

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A reação da mulher que recebe um diagnóstico de câncer de mama pode ser a mais variada possível. Choro, surpresa, desconfiança, incerteza, previsões, medo, descrença. E, como acontece em uma enchente, a mente desse ser feminino é invadida rapidamente por uma enxurrada de pensamentos que assombram com as possibilidades da fragilidade da saúde, da perda de cabelo, dos tratamentos, da mutilação e nem que seja por um segundo, do risco de morte. Quando descobriu que estava com o câncer, em maio de 2011, a técnica de enfermagem Sílvia Nascimento, hoje com 51 anos, tentou não se desesperar. ?Ao receber o diagnóstico do médico, eu pensei: ?E agora? O que vou fazer?? Tentei não entrar em pânico, mas a notícia causa um impacto muito forte?, contou à reportagem. Foi durante um auto-exame que Sílvia descobriu o câncer. Ao encontrar um nódulo enquanto apalpava o seio esquerdo, ela buscou ajuda médica, fez os exames necessários e depois de uma mamografia e um ultrassom, recebeu a dura notícia. Assim como foi para a técnica de enfermagem, para a maioria das mulheres acometidas pela doença, o processo de aceitação é tão doloroso quanto o tratamento do câncer. A queda do cabelo e a retirada da mama mexem diretamente com a autoestima das mulheres. Sílvia Nascimento buscou tratamento nos aparatos públicos, mas enfrentou muita dificuldade. No meio do caminho, se deparou com profissionais que lhe deram apoio e outros cuja conduta profissional tinha a desumanidade como característica. Pouco mais de um ano depois do diagnóstico, Sílvia decidiu arcar com os custos da mastectomia. Mas depois de remover o seio, não teve condições de fazer a reconstrução da mama e hoje é muito bem resolvida com a condição. No caso dela, não foi preciso passar por procedimentos mais radicais como a quimioterapia. O método usado, no caso de Sílvia, foi a mastectomia e a hormonioterapia.

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