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N�mero de acidentes ainda assusta

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Mas, os próprios especialistas que analisaram os resultados da pesquisa reconhecem que o percentual de redução de 45% apontado a partir da consulta espontânea, pode não ser tão preciso, porque senão o número de mortes teria caído em proporção similar ou até maior. Na prática, significa que as pessoas ouvidas reconhecem que a relação bebida e direção é uma combinação perigosa. Aqui em Alagoas, os registros de acidentes indicam redução, por exemplo, abaixo da estimativa nacional. Antes da realização das operações da Lei Seca, o número de vítimas feridas era de 1.700 e, com um ano de fiscalização, caiu 20,9%, mas ainda se manteve alto com 1.344. Já os casos de morte no local do acidente, antes era de 36, vindo a cair no ano seguinte para 32, com um dado percentual de 11%. Um detalhe importante, é que os acidentes, quando envolvem bebida, também costumam ser mais violentos, porque há um aumento na velocidade dos veículos envolvidos. Isso também é o que revela a apuração realizada pelo Hospital Geral do Estado (HGE). Mesmo sem fazer uma relação direta sobre as circunstâncias, como o uso ou não de álcool, é possível identificar uma pequena redução em relação a quem foi atendido na unidade. Em 2012, por exemplo, foram atendidas 4.254 vítimas oriundas de capotamento, contra 3.141 até setembro deste ano. O relatório também revela que, nos finais de semana, o número aumenta. Nos sábados e domingos de 2012 foram atendidas 4.041 vítimas, enquanto até o mês passado foram 3.474.

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