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Sem seguran�a, legistas reduzem expediente

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Médicos-legistas que atuam no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió enfrentam inúmeras dificuldades para atender à demanda no órgão público estadual. Sem alojamento adequado e se sentindo inseguros, os profissionais permanecem no local de trabalho somente até as 17 horas, quando o único policial que faz a segurança do local vai embora. Depois desse horário, a categoria trabalha em regime de sobreaviso. Para tentar minimizar a situação, os legistas chegaram a bancar, do próprio bolso, a instalação de cercas elétricas na sede do IML, mesmo assim, a permanência deles no órgão fica limitada até o final da tarde. De acordo com o diretor adjunto do IML de Maceió, Fernando Marcelo, a insatisfação da população em relação aos serviços prestados pelo órgão é fruto do baixo efetivo. Atualmente, são apenas 10 médicos-legistas lotados na unidade de Maceió. Segundo ele, no ano passado, eram 20 profissionais, sendo que a metade se afastou do serviço por conta da aposentadoria. O concurso para contratação de novos servidores não mudou a rotina dos legistas do IML de Maceió. Das 25 vagas que foram solicitadas ao estado pela categoria, apenas oito foram ofertadas no certame. Desse total, cinco foram nomeados, sendo três para Maceió e outros dois para Arapiraca. Apesar disso, de acordo com Fernando Marcelo, nenhum novo servidor assumiu, até agora, a função de médico-legista na unidade do IML da capital alagoana.

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