Cidades
PRIS�O � CONSIDERADA O GRANDE ACHADO DO CONVENTO
Os trabalhos de restauração e de repintura são um grande atrativo, que agora recebem o reforço das descobertas arqueológicas. Para Frei Francisco, a prisão eclesiástica pode ser considerada ?o grande achado arqueológico desse convento?. As escavações para o elevador de portadores de deficiência revelaram a galeria de saneamento conhecida como cloaca, que foi cavada a partir da prisão subterrânea, comparável a uma masmorra ou calabouço medieval. O espaço será aberto para visitação pública. Ao contrário do que acontecia aos presos comuns, a maioria dos religiosos não era subjugada à privação de liberdade. ?Os frades que cometiam algum erro ou pecado, eles mesmos se penitenciavam?, explica Frei Francisco, frisando que a porta de uma prisão franciscana sempre é baixa para que a pessoa tivesse de se curvar para entrar abaixada, em sinal de arrependimento. Era preciso jejuar e resistir às tentações. ?Observe que também fica bem próximo à cozinha, para a pessoa sentir o cheiro dos alimentos, enquanto provavelmente estava a pão e água?, coloca o franciscano. Como quem desenrola o fio de um novelo, uma descoberta leva a outra. A retirada do piso do local que servia como depósito revelou a prisão. Já a abertura de parte da parede da cela, evidenciou a cloaca. ?Existia uma passagem aqui, algum buraco para os dejetos caírem nesta cloaca. Era a água da chuva que limpava, escoava os dejetos?. E esta instalação sanitária da cela estava interligada a uma canaleta, que abrangia um sistema de canais de esgoto em todo o subterrâneo do convento.