Cidades
Bancos de leite materno precisam de doadores
O leite materno deve ser o único alimento dos bebês até os seis meses de vida. O primeiro contato com a mãe ocorre, geralmente, por meio da amamentação. Em alguns casos, a criança nasce prematura e a mãe não tem alimento suficiente para o filho. Nessas horas, é preciso recorrer aos bancos de leite materno. Em Alagoas, existem cinco: dois em Maceió (na Maternidade Santa Mônica e no Hospital Universitário), um em Arapiraca (no Hospital Regional), outro em São Miguel dos Campos (na Santa Casa) e o quinto em Palmeira dos Índios (no Hospital Regional Santa Rita). De acordo com a nutricionista Rosângela Simões, coordenadora da Rede Alagoana de Bancos de Leite Humano, é necessário que haja cada vez mais doações. ?Cada banco precisa receber em média seis litros de leite por dia para suprir a demanda, que é sempre variável. É preciso sensibilizar as mulheres e mostrá-las como é importante esse gesto, que é capaz de salvar vidas?, explicou Rosângela. Pelos dados da Fundação Fiocruz, em 2013, foram coletados 1.697,2 litros de leite humano no estado. Esta quantidade beneficiou 6.891 bebês, que estavam internados em UTI?s e UCI?s. Os bancos de leite fazem parte das ações de políticas públicas para diminuir as taxas de mortalidade infantil no País. Se por um lado, algumas mamães não conseguem amamentar pela quantidade reduzida de leite, outras produzem de sobra, e os filhos não dão conta de todo o alimento. ?Nós pedimos a essas mulheres quem têm mais leite do que o necessário, que elas doem, pois tem muitas crianças que só sobrevivem por conta do alimento ofertado por outras mulheres?, informou a médica pediatra Andréa Pinheiro, responsável pelo banco de leite da Maternidade Santa Mônica.