Cidades
Greve de servidores j� prejudica a popula��o
Iniciada na última quinta-feira (6), os efeitos da greve dos servidores municipais já começaram a ser sentidos pela população. A ausência de profissionais da saúde e o fechamento temporário de postos de atendimento médico provocam revolta nos usuários do sistema público. Apenas metade do quadro efetivo municipal, em todas as áreas, está em atividade, com exceção dos professores, que não aderiram à greve. Além da falta de médicos e outros agentes de saúde, os postos de atendimento não recebem manutenção de limpeza e os poucos profissionais administrativos atuantes encontram dificuldades para orientar os usuários que procuram os serviços de agendamento, consulta, exames e emergência. No Posto de Saúde João Paulo II, localizado no Jacintinho, populares se aglomeravam, em frente ao portão fechado, enquanto uma funcionária da unidade informava sobre os serviços suspensos. ?Até a greve acabar, só atenderemos casos de urgência?, explicava a servidora, por trás das grades do portão. O aposentado Maciel Alves da Silva tentava convencê-la de que a necessidade do remédio que controla seus transtornos psiquiátricos era um caso de emergência. ?Não tenho como pagar por essa medicação, fui pego de surpresa, não sabia da paralisação. Não posso esperar pelo fim da greve?, repetia. Já a jovem mãe Ângela Maria da Silva, que carregava o filho de quatro meses no colo, lamentava o deslocamento em vão para marcar a consulta psiquiátrica prescrita pelo médico. ?Perdi a viagem e terei que adiar o tratamento, infelizmente?, disse. No PAM Salgadinho, a situação estava controlada. Além dos servidores municipais, a unidade conta com profissionais vinculados ao governo federal, estadual e a uma empresa terceirizada, o que garantiu o funcionamento de todos os serviços, embora de maneira reduzida.