Cidades
Habilidades levam estudantes a conquistarem bolsas em escola
Matheus se destacava na escola, sendo sempre um dos primeiros da classe, chegando a passar em mais de um concurso como jovem aprendiz. ?Ele ia fazer as provas, voltava depois de uma hora, eu dizia que ele deveria ter feito com mais calma, mas ele dizia que tinha sido o suficiente. Eu assinei a desistência de todos os concursos, porque como eles estudam de manhã e de tarde, poderia acabar atrapalhando?, relata o pai. Alguns anos depois, o colégio onde estudavam Marciano e Matheus mudou a gerência e a bolsa dos meninos sofreu alteração. ?O diretor me chamou e disse que infelizmente a bolsa não poderia mais ser integral para o Marciano. Ficando integral para o Matheus e pagando 50% do valor para o Marciano. Eu não tinha condições de pagar e o jeito foi procurar outro colégio?, relata o pai. Apesar do amor pela geografia e, posteriormente, pela matemática, aos dez anos de idade Matheus pensava em ganhar a vida como jogador de futebol. ?Ele queria ser goleiro, mas, certa vez, machucou seriamente o braço e ficou impossibilitado de jogar?, conta o pai. ?Quando ele se machucou, eu disse que se ele não podia fazer exercícios físicos, que exercitasse a mente. Na época, eu tinha acabado de conseguir a bolsa em outro colégio, onde dentro da disciplina de matemática os alunos aprendiam xadrez. Então, ensinei ao Matheus as regras básicas do jogo. A partir daí, ele começou a aprender muito rápido e um mês depois já ganhava de mim?, conta o irmão Davi Marciano. * Sob supervisão da editoria de Cidades.