loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Corpo de militar � exumado e laudo deve sair em 20 dias

Ouvir
Compartilhar

A soldada PM Izabelle Pereira dos Santos pode ter sido vítima de um assassinato intencional. A suspeita que sempre atormentou a família foi revelada pelo pai da policial atingida com uma rajada de submetralhadora. ?Existe um culpado, a arma foi acionada por alguém, estou juntando provas para mostrar que não foi acidente, uma coisa errada aconteceu. Foi homicídio?, informou Cláudio Pantaleão, durante a exumação do cadáver da filha, ontem de manhã, no Cemitério da Piedade, no Trapiche. Questionei se houve um homicídio doloso dentro da viatura da Radiopatrulha onde Izabelle fazia ronda, no dia 30 de agosto. Pantaleão, que é PM reformado, respondeu sem pestanejar: ?Agora eu desconfio de tudo, apagaram as ligações do telefone dela, a farda e pertences que podiam servir como provas do crime foram descartados e toda a investigação foi incompleta?. O corpo foi exumado e encaminhado para mais uma necropsia no Instituto Médico Legal (IML). Os exames devem ser concluídos hoje e o corpo, enterrado novamente amanhã. O laudo deve ficar pronto em 20 dias. As desconfianças e críticas à condução do caso Izabelle receberam um reforço de peso: o perito médico-legal e coronel PM, George Sanguinetti Fellows, que se apresenta como consultor de crimes. De uma tacada só, o especialista acusa o IML de ?omissão?, aponta ?graves contradições?, considera o laudo cadavérico ?deficiente? e conclui, sem cerimônia: ?pode-se afirmar que, antes dos tiros, a policial Izabelle foi agredida?. O advogado Thiago Pinheiro já tinha antecipado que ?a família enfrenta poderosos em busca da verdade dos fatos?. Ontem, o pai da policial elencou uma série de falhas e histórias mal contadas. ?O HGE [Hospital Geral do Estado] informa que perdeu o raio-X. No dia do ocorrido, descartaram o colete e a farda. Levei o material que poderia servir de prova para a Central de Flagrantes, mas só fizeram a foto. O Instituto de Criminalística não compareceu ao HGE para saber se a minha filha estava com vida. Também não compareceu ao IML, onde foi feito um exame muito sucinto, que não explicou quantas perfurações houve, por onde entraram e por onde saíram os tiros?.

Relacionadas