Cidades
Diretor do IML rebate cr�ticas � per�cia
As manchas de sangue encontradas no banco da frente da viatura da RP podem ser definitivas para a elucidação do caso. ?Muito estranho a perícia constatar que há manchas de sangue de contato (e não de tiro) no banco da frente. Se a soldada Izabelle estava no banco de trás, então como essa mancha está na frente? Ela estava lá, foi assassinada e levada para o banco de trás? É preciso responder essa e outras perguntas?, afirma o perito George Sanguinetti. Momentos antes da exumação, o médico distribuía à imprensa um relatório prévio apontando suas impressões e falhas sobre o caso. Uma das principais enfatiza a ?lesão contusa extensa no antebraço esquerdo? da vítima, que significa ?agressão, contenção à força em vida?. Para ele, esse é um ponto que a exumação deve esclarecer. Sanguinetti observa que o relatório médico do HGE apontou um ferimento no tórax, o que foi negado no laudo do IML. Em outro ponto, ele afirma que o IML foi omisso quanto ao exame do dorso do cadáver. ?Nem olhou as costas da vítima. Havia no uniforme orifícios de saída de arma de fogo. Como não viu ou esqueceu de relatar o ferimento de entrada de arma de fogo no tórax, deixa de citar os ferimentos de saída supraescapular e escapular?. E adverte: ?todo exame cadavérico inicia com o exame das vestes; as perfurações, direcionamento das fibras do tecido são indicativos de trajetória (das balas)?. Outra estranheza apontada: encontraram dentro da viatura 33 estojos de munições deflagradas, sendo 28 de submetralhadora, três cápsulas de pistola ponto 40 e duas de revólver calibre 38. ?Foram usadas três armas, quem usou o revólver e por quê? Foram coletados 11 projéteis (no interior do carro) e, no corpo, nenhum. Qual o destino dos outros projéteis??, pergunta Sanguinetti.