Cidades
IMA ALERTA PARA A PESCA INDISCRIMINADA
A pesca de espécies como mero, tubarão-lixa e cavalo-marinho é proibida por lei. Quem for flagrado, responde por um crime ambiental inafiançável e, não tem escapatória, vai para a cadeia mesmo. Ao contrário do que se possa pensar, o tubarão-lixa não tem nada de feroz. Sequer possui mandíbula ou dentes afiados. Ele se utiliza de uma espécie de lixa que tem na boca para triturar os alimentos que suga. Daí o nome. Os biólogos brincam que ?é o mais chique dos tubarões, porque só come carne de polvo e de lagosta, entre outros crustáceos e moluscos?, diz Juliano Fritscher. O tubarão-lixa é tão dócil que chega a ser capturado em redes ou até mesmo com corda. Por isso está ameaçado de extinção. ?Tem pescadores que chegam até a tangê-los para as camboas (partes rasas)?, onde eles ficam sem movimento e são simplesmente presos com cordas pelas guelras. O lixa tem resistência à água salobra e costuma entrar na lagoa Mundaú, à noite, para ter filhotes. Durante a pesquisa, a equipe do IMA encontrou um tubarão desse, mas não a tempo de salvá-lo. ?O animal já tinha sido pescado e estava tratado?, lamenta Fritscher. É mais comum encontrar os cações (filhotes), porque a lagoa serve de habitat para eles crescerem. Mas o tubarão-lixa pode passar de 2,5 metros de comprimento, com quase 200 quilos. O mero é outro gigante que visita as águas hospitaleiras do CELMM. Também só tem tamanho, é o maior dos serranídeos (família da Garoupa), alcança até 3 metros de comprimento, mas é muito fácil de capturar e está na lista de animais ameaçados de extinção. Desova nos manguezais, e o filhote precisa passar meses na lagoa para conseguir cumprir um ciclo da sua vida e crescer.