Cidades
Quatro s�o presos em desocupa��o
A Polícia Militar e a Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) bateram cabeça numa operação desastrada para impedir a entrada de camelôs no calçadão do Comércio, ontem de manhãzinha. O bloqueio foi marcado por entreveros de policiais militares com servidores e guardas municipais. O capitão PM Roberto Goulart ameaçou prender o chefe de fiscalização da SMCCU, Aldo Galdino. Se nem os agentes públicos se entendiam, entre os ambulantes a confusão foi generalizada. Houve bate-boca, safanões, esculachos, disputa pelos pontos que sobraram, mercadorias derrubadas no chão, desmaios, ameaças de morte, bombas de efeito moral e quatro prisões, inclusive a de um guarda municipal que teria se recusado a ?colaborar? com a PM. Em resumo, o primeiro dia da chamada Operação Centro Limpo foi um quiproquó dos diabos. A missão de fechar dez pontos de acesso ao calçadão começou esquisita, sem uma combinação dos horários e locais para os policiais, guardas e fiscais se encontrarem. A PM posicionou cerca de 100 homens no perímetro, a partir das 5h30 da manhã. As equipes da SMCCU só chegaram por volta das 7h30, no principal ponto de concentração dos camelôs, próximo ao antigo prédio do Produban. Nesse meio tempo, os camelôs barrados foram se aglutinando. O único espaço que lhes restava para ficar com a mercadoria era a rua que dá acesso à Praça dos Palmares, que já é diariamente ocupada por dezenas de ambulantes. Em pouco tempo, a confusão se instalou entre os que foram cadastrados em 2012 e os clandestinos recém-chegados. Intrigas e ameaças deixaram os nervos à flor da pele. Alguns foram expulsos do ponto invadido à força.