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Estado ter� que indenizar militar por danos morais

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Quatro anos depois de ser envolvido, de forma indevida, como um dos participantes de uma chacina que vitimou um adulto e três adolescentes, no Benedito Bentes, em Maceió, o major da PM Paulo Eugênio obteve mais uma vitória na Justiça. Desta vez a ação foi contra o governo de Alagoas, condenado a indenizá-lo em mais de R$ 30 mil por danos morais. O valor será retroativo à data de origem da ação, iniciada há dois anos. Por conta da suspeita, resultado de uma investigação baseada em falsas provas, ele chegou a ficar detido por 45 dias, mesmo sem ter nenhum antecedente criminal. ?Isso não sai da mente. Mas, quando Deus está no comando, uma hora a coisa muda. Foi um sofrimento muito grande para mim e minha família. Ficaram sequelas psicológicas e também de saúde, mas estamos seguindo em frente?, disse, ontem, Paulo Eugênio. A sentença favorável à ação de danos morais foi proferida pelo juiz Alberto Jorge Correia, da 17ª Vara Cível da Capital. Inicialmente, o militar, por meio de sua defesa, pedia R$ 400 mil. Agora, conforme a sentença, o valor-base é de R$ 30 mil, porém acrescidos de juros de 1% ao mês, retroativo à data de origem do processo, iniciado em 2012. Paulo Eugênio diz que seu processo deve servir como referência para uma discussão sobre os métodos de investigação e da determinação de sentenças contra suspeitos de envolvimento em crimes. ?O que diz o delegado que investigou e sobre quem determinou minha prisão? Sequer levaram em conta minha postura como profissional da segurança, que, inclusive, atuou no Ministério Público. No final isso não serviu de nada?, disse Paulo Eugênio.

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