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Assoreamento do rio compromete projetos

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Desde abril de 2013, a vazão mínima de Sobradinho, que era de 1.300 metros cúbicos por segundo foi diminuída para 1.100 metros cúbicos por segundo e o setor elétrico já demandou, à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Ibama, a ordem de diminuir para 900 metros cúbicos por segundo. ?Em 2014, a crise passou para a barragem de Três Marias, no Alto São Francisco, em Minas Gerais. Lá, cuja vazão de efluente é de 500 metros cúbicos por segundo, foi reduzia para 120. A crise nessa região é ainda mais perversa?, divulga Anivaldo Miranda. O projeto Jaíba ? de irrigação de grande escala e que é o maior produtor de sementes do Brasil, com 20 mil hectares irrigados ? está sofrendo enormes dificuldades e tendo que investir muito dinheiro na readaptação do seu sistema de captação. A Encofort é a última grande empresa de navegação, que usa a hidrovia de Ibotirama (na Bahia) até Juazeiro e Petrolina (entre Pernambuco e Bahia), mas fechou as portas recentemente. Em Alagoas, a Casal já investiu quase R$ 2 milhões, readaptando bombas de captação, principalmente para as grandes adutoras. Abaixo da barragem de Xingó, que é a última barragem do São Francisco, a situação é lamentável. Praticamente não existe mais pesca, as espécies endêmicas de peixes praticamente estão extintas (95% da biodiversidade já acabou) e o rio está assoreado, com as suas margens destruídas por processo de erosão, a inclusão salina.

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