Cidades
Comit�s querem mais for�a nas decis�es
Um ponto que mereceu destaque é a luta para que os comitês tenham mais representatividade e ganhem mais espaço nas decisões do setor elétrico, hoje bastante restritas. Atualmente, os comitês dialogam no segundo escalão (ANA, Ibama e com o operador nacional do sistema elétrico). Acima disso, existe o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico e, nesse nível, só quem têm voz são os próprios entes do setor elétrico. ?É preciso que o diálogo suba mais, que os comitês sejam ouvidos e que o plano de gestão de recursos hídricos seja levado em conta nas decisões. Os comitês de bacias hidrográficas precisam ter maior peso no encaminhamento da solução. O poder público, sozinho, não vai resolver a questão da água. É preciso contar com os comitês de bacias para que um grande debate seja feito?, avalia Anivaldo Miranda. O presidente do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), Affonso Henrique de Albuquerque Júnior, afirma que o grande pedido é para que haja maior entendimento sobre o papel dos comitês de bacias. Pela lei das águas, os comitês são imprescindíveis para a gestão dos recursos hídricos. No entanto, não são ouvidos como deveriam ser, na opinião de Affonso.