Cidades
Uso do WhatsApp vira um problema em escolas
Simples, gratuito e eficiente. Essas são as palavras mais usadas para definir o aplicativo WhatsApp. Nascido em 2009, virou ?febre? entre adultos, adolescentes e até crianças. A explosão ocorreu há três anos, quando o aplicativo deixou de ser exclusividade dos smartphones da Apple e passou a ser compatível também com o sistema operacional Android. Hoje, no Brasil, a expressão inglesa que significa ?como você está?? deu lugar ao apelido de ?zap-zap?, sendo lembrando até em música. Quem primeiro sacou seu potencial foi o jovem inventor do Facebook, Mark Zuckerberg, cuja empresa pagou U$ 16 bilhões de dólares pelo aplicativo, recentemente, e tem pregado que está no caminho para alcançar 1 bilhão de usuários. Mas o WhatsApp não é unanimidade entre os profissionais da educação. Entre os que lidam com adolescentes, o aplicativo virou uma ?doença? que provoca dispersão, contribui com as ?pescas? (cola durante as provas), além de provocar alguns mal-entendidos. De acordo com o professor Eduardo Vasconcelos, vice-presidente do Sindicato dos Professores do Estado (Simpro-AL), no momento, o uso do WhatsApp traz mais prejuízos do que vantagens. ?Há muito tempo estamos sofrendo com isso. Antes, era o Facebook, mas depois do WhatsApp ficou muito pior. É uma praga!?, desabafa. Ele conta que a entidade sempre recomenda aos professores que evitem enfrentamento com os estudantes. ?Afinal, é uma propriedade deles. Mas, no mínimo, sugerimos que os encaminhe para a direção?, destaca Eduardo. Ele lembra que, em algumas unidades, no próprio contrato de serviços assinados pelos pais, já consta a proibição do uso dos aparelhos ?para qualquer situação?. Ainda assim, o problema persiste, já que, conforme revela, nem todas cumprem a própria norma.