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Pombos s�o um risco � sa�de

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A rotina de uma cidade como Maceió, que se expande associada a imóveis abandonados, colabora diretamente para a proliferação das pragas urbanas. Uma delas é a população de pombos, que tem encontrado as condições ideais para se reproduzir, aumentando o risco de transmissão de doenças graves e até letais. Poucos sabem, mas as fezes dos chamados ?ratos com asas? escondem vários perigos, assim como as suas penas, onde piolhos se reproduzem e costumam se desprender durante o voo dos animais. Quando as fezes ressecam, espalham no ar fungos e bactérias que podem se alojar nos pulmões e no cérebro dos humanos. Resistente, as aves se adaptaram às condições da cidade. Sabem onde encontrar alimentos, água e abrigo, em geral em prédios públicos e residenciais. Seja na orla ou na periferia, os pombos estão presentes. No Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pelo menos duas vezes por semana, os técnicos atendem a chamados dando conta da presença incômoda dos bichos. Não há uma estatística sobre a população de pombos na cidade. Segundo o biólogo Carlos Fernando Rocha Santos, a única certeza é em relação ao crescimento. ?Os pombos costumam fazer ninhos em caixas de ar-condicionado, beirais e forros?, diz Carlos Fernando, que tem uma equipe reduzida para enfrentar a praga. O trabalho consiste em criar barreiras para que não se instalem, como a colocação de telas. Em alguns casos, a colocação de um fio tensionado também é recomendada. É pouco, mas é o que se pode fazer.

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