Cidades
Fam�lia pena para sepultar idoso
O sepultamento de Alfredo José da Silva, em cova rasa do cemitério Santo Antônio, em Bebedouro, mais de 24 horas depois de seu falecimento, encerrou o aperreio enfrentado pelos seus familiares para conseguir, em cinco cemitérios públicos, uma vaga para enterra o corpo do aposentado de 73 anos. ?No São José, não tinha vaga. Nos outros, disseram que a gente precisava agendar. Aí, perguntei como é que iria saber a hora da morte para agendar um enterro??, questionava-se Eduardo José, motoboy e neto de seu Alfredo. ?O corpo já estava espumando quando a gente conseguiu uma cova!?. Primeiro, a família recorreu ao Cemitério São José, no Trapiche, mas não obteve êxito por causa da suspensão, pelos próximos 60 dias, de enterros cuja família não tem jazigo na necrópole inaugurada há quase um século e que não tem mais espaço para novos túmulos. De lá, os herdeiros de seu Alfredo peregrinaram por mais quatro cemitérios, ouvindo sempre a mesma escusa: ?tinha que agendar para poder sepultar?. ?Ele pagava em dia o plano de assistência funerária. Mesmo assim, não conseguimos uma cova para enterrar seu corpo!?, lamenta Eduardo José. O familiar contou que só conseguiu a vaga para o sepultamento, no cemitério Santo Antônio, em Bebedouro, depois de procurar a gerência de cemitérios da Superintendência Municipal de Convívio e do Controle Urbano (SMCCU). ?A cova só apareceu depois de muita insistência, muita reclamação!?. A SMCCU confirmou a superlotação do São José, no Trapiche, mas rebateu a informação de que não haveria vagas em outros quatro cemitérios: Santo Antônio, em Bebedouro, São Luís, no Tabuleiro, Divina Pastora, em Rio Novo, e Nossa Senhora do Ó, em Ipioca.