Cidades
Estudo mostra pontos de explora��o
Doze anos depois de iniciado o mapeamento de áreas de risco, a exploração sexual de crianças ainda é uma realidade nas rodovias brasileiras. Foi o que admitiram, na manhã de ontem, representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério Público do Trabalho (MPT), da Organização Internacional do Trabalho e da Childhood Brasil. A revelação foi feita durante o lançamento da 6ª edição do Projeto Mapear. A proposta, como nos biênios anteriores, é apontar locais onde possam estar ocorrendo o custeio ou até mesmo o?leilão? de crianças para o sexo. Conforme levantamento realizado pela PRF, em Alagoas, há pelo menos 29 locais onde foram detectadas situações que contribuem para essa prática criminosa, condenada em todo o mundo. O levantamento foi realizado entre 2013 e 2014. Conforme o apurado, os locais foram classificados como áreas de baixo, médio e alto risco. Do total apresentado, seis são considerados de alto risco e oito como críticos. Ou seja, efetivamente, servem para o aliciamento e a prostituição de crianças. Essas áreas estão localizadas em trechos das BRs 316, 423, 101, 104 e 110. Ainda de acordo com o levantamento dos agentes, os municípios onde foram encontrados pelo menos um ponto de exploração foram: Rio Largo, Satuba, União dos Palmares, Branquinha, Murici, São Miguel dos Campos, Jequiá da Praia, Junqueiro, Porto Real do Colégio, Palmeira dos Índios, Ouro Branco, Canapi, Inhapi, Água Branca e Delmiro, no Sertão Alagoano.