Cidades
Caminhada cobra justi�a por mortes no campo
Centenas de trabalhadores rurais que integram o Movimento Sem Terra (MST) realizaram uma marcha pelas ruas do centro de Maceió, na manhã de ontem, em protesto contra a violência e a impunidade no campo e na cidade. Em Alagoas, a caminhada lembrou as mortes de Chico do Sindicato, em 1995, José Elenilson, em 2000, Luciano Alves, em 2003, e Jaelson Melquíades, em 2005, e cujos crimes seguem sem desfecho. ?Ao longo desses nove anos, a pauta permanente é lembrar essas mortes e que os responsáveis continuam impunes. É um ato para cobrar justiça e destacar que os crimes não cairão no esquecimento?, disse a coordenadora nacional do MST, Débora Nunes. A marcha, considerada pacífica, saiu da Praça Sinimbu, onde os trabalhadores estão acampados desde a última quinta-feira, e seguiu até a sede do Tribunal de Justiça de Alagoas, na Praça Deodoro. ?O inquérito sobre a morte de Jaelson apontou um dono de terra em Atalaia, que já morreu, e o executor do crime, conhecido como Heleno, que nunca foi preso?, explicou a coordenadora, ressaltando que todos os anos, desde a morte de Jaelson, os trabalhadores vão às ruas pedir justiça neste dia. Além de cumprir a agenda pelo Dia de Luta contra a Violência e a Impunidade no Campo e na Cidade, os trabalhadores também estão realizando várias ações em defesa da Reforma Agrária.