Cidades
A LUTA DOS ALAGOANOS CONTRA A AIDS
?Exijo mais respeito, só isso. Não quero que as pessoas gostem de mim, mas que respeitem o que eu sou?. A frase dita por uma alagoana portadora do vírus HIV há 11 anos é o reflexo da luta diária contra o preconceito e em busca de uma vida ?normal?, apesar de tantas regras e melindres que um soropositivo deve enfrentar para o resto da vida. Alagoas soma, a cada ano, vitórias no combate ao avanço da Aids, mesmo que elas ainda sejam imperceptíveis. É cada vez mais comum um paciente ter os dias prolongados, viver com qualidade e manter a saúde, desde que faça a adesão ao tratamento. No Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado amanhã, o recado é para conscientizar sobre da importância da prevenção. Desde 1986 até junho de 2014, Alagoas notificou 4.854 casos da doença. Nos últimos quatro anos, a partir de campanhas tímidas de prevenção e com a oferta maior de testes rápidos, os registros caminham para uma estabilidade. As autoridades de saúde não escondem a preocupação e unem esforços para combater a disseminação do vírus. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou provisoriamente que, no ano de 2013, foram diagnosticados 321 casos de Aids em Alagoas, sendo 193 do sexo masculino e 115 do sexo feminino. No ano de 2014, até novembro, são 178 casos, sendo 128 homens e 50 mulheres. Quanto à faixa etária, nos dois anos existe predomínio de casos entre pessoas de 35 a 49 anos. Logo em seguida vem a faixa etária de 20 a 34 anos. O município de Maceió foi o que mais registrou casos neste biênio, seguido de Arapiraca e União dos Palmares. Ano passado, foram 185 casos; de janeiro de 2014 até agora, foram notificados 99 na capital. Mortes por Aids alcançaram 140 no ano passado e já somam 117 este ano. Desse total, a maioria é do sexo masculino. Só o Helvio Auto teve 156 casos confirmados de Aids, no período de janeiro a dezembro do ano passado, sendo que 52 pessoas morreram, representando taxa de letalidade de 33,3%. Este ano, são 168 casos, com 34 óbitos e taxa de letalidade de 20,2%. A taxa de detecção de Aids no estado, em 2013, foi de 9,7% casos por 100 mil habitantes. O maior número de casos do período 1986-2013 está concentrado na 1º região, com 3.433 dos casos (esta área inclui Maceió e região Metropolitana). Desse número, 91,5% dos casos são residentes em Maceió. A maior taxa de incidência da doença no ano de 2013 foi no município de Matriz do Camaragibe.