Cidades
ESCASSEZ FAZ PRE�O DISPARAR
A falta de água nas torneiras de 40% dos clientes da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) explica por que o preço do metro cúbico de água potável mais do que dobrou. Há menos de uma semana, 10.000 litros de água custavam até R$ 350,00. Hoje, não sai por menos de R$ 700,00. ?Aumentou e não foi pouco porque os pedidos triplicaram. Para atendê-los, a gente está trabalhando 24 horas por dia. Os custos com mão de obra, incluindo o pagamento de horas extras, é elevadíssimo?, explicou à Gazeta a sócia de uma empresa cuja fonte de captação de líquido está no Barro Duro. Até quinta-feira, quando do contato feito pela Gazeta, a carga de água encomendada só seria entregue mais de 24 horas depois do pagamento. ?Mas é preciso deixar telefone para que a gente avalie se é possível cumprir o prazo?, alertava a empresária. ?Eu nem sei se a gente consegue atendê-lo?. Preço de sexta-feira: 10.000 litros (R$ 500,00) e 16.000 litros (R$ 700,00). Considerando o menor valor do metro cúbico (R$ 2,71), a Companhia de Saneamento cobra R$ 27,00 pelos 10.000 litros que o mercado privado comercializa cobrando até 18 vezes mais caro (R$ 500,00). Os novos preços são impostos às compras de última hora, segundo apurou a Gazeta. Condomínios que já tinham fechado contrato para fornecimento do mineral, antes do racionamento, pagam os preços antigos, muitos dos quais 100% ou 150% inferiores às novas e elevadíssimas tarifas.