Cidades
CAR�NCIA MUDA ROTINA DE MORADORES
Natalício Júnior, eletrotécnico no Benedito Bentes 2, aproveitava o dia com água na torneira de seu estabelecimento comercial para lavar o veículo particular. Até terça-feira passada, ele repetia a lavagem ao menos uma vez por semana. Do dia seguinte em diante, prometeu recorrer aos serviços de um lava a jato. ?Aqui, o serviço fica incluído na conta de água. Pago uns R$ 55,00 por mês?, comentou, um dia antes do racionamento imposto pela estatal por causa da necessidade de reforma de um decantador da Estação de Tratamento do Pratagy, uma das fontes de abastecimento do maior complexo residencial de Alagoas. ?O abastecimento já é precário. Com o rodízio, deve ficar pior?, revela, explicando que, ao fim da Avenida Guaxuma, onde está o seu negócio, os moradores ?sofrem? para desfrutar o líquido jorrando nas torneiras de casa, principalmente em horário comercial. ?A água pinga geralmente à noite?, acrescenta. É no fim da movimentada avenida que reside o analista comercial Djair Lira, amigo do Natalício. Para dar banho em suas duas crianças e viabilizar o cozimento dos alimentos, ele precisou investir R$ 350,00 numa bomba para sucção do líquido fornecido com ?muita irregularidade? pela companhia de abastecimento. ?Neste mês, a gente ficou até três dia sem água potável em casa. O sofrimento só não é maior porque a bomba facilita o enchimento da cisterna construída no jardim. Deste reservatório, puxo água para a caixa. Assim, eu, a mulher e as crianças conseguimos tomar banho sem maiores dificuldades?, completou.