Cidades
Casal defende rod�zio e diz que obra evitar� caos no abastecimento
A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) teve de retirar doze caminhões de lama por dia da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Sistema Pratagy para evitar o caos no abastecimento de Maceió. Em três dias de serviço, foram sugados mais de 400 mil litros de lama. A companhia reuniu a imprensa ontem para defender o sistema de rodízio que inferniza a cidade neste verão. Sem ele, haveria um colapso, diz o presidente da Casal, Álvaro Menezes. O fornecimento foi reduzido pela metade há mais de duas semanas por causa da obra que isolou um dos dois módulos gigantes de limpeza da água que chega à estação localizada no Benedito Bentes. As toneladas de sujeira retiradas se acumulavam num decantador, que estava obsoleto, com vigas de ferro corroídas e precisou ser esvaziado para a construção de uma nova estrutura. Com isso, a vazão baixou de 3.400 para 1.700 metros cúbicos por hora. O outro módulo decantador que está garantindo o fornecimento d?água para o rodízio tem a mesma quantidade de lama acumulada que o paralisado (ou até mais). A companhia promete encerrar a obra de recuperação do primeiro decantador até o próximo dia 18, quando será suspensa a primeira etapa do rodízio. Mas será por pouco tempo. A Casal precisa recuperar o segundo decantador e realiza estudos para decidir se inicia a segunda etapa das obras (com a volta do rodízio) já em janeiro ou a partir do mês de março. Pelo que a Casal explica, a urgência da obra é evitar que o nível da lama acumulada suba ao ponto de prejudicar a decantação e a filtragem, o que provocaria o colapso. Indagado se houve falta de planejamento ou de comunicação para evitar tantos transtornos, o presidente da companhia afirma que o problema já estava identificado, mas era preciso definir a dotação orçamentária para realizar a obra, que deve custar R$ 1,2 milhão.