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OAB APONTA FALHAS NAS INVESTIGA��ES

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Casos impunes como os de Bárbara Regina, Davi Hora e Davi da Silva se espalham pela história recente de Alagoas. São tantos nomes: Andresson da Silveira, Dimas Hollanda, Sílvio Vianna, Paulo César Farias, o eletricista José Joaquim, Macléia, Beto Campanha, a chacina do Soláris, o sem-terra Jaelson Melquíades, a chacina de Roteiro, o servente de pedreiro Carlos Roberto Santos, isso sem contar os Zés, Cíceros, Marias e Severinos das grotas e periferias alagoanas. Este mês de novembro foi marcado por mais dois crimes cuja apuração, até agora, está bem enevoada, para não dizer viscosa. No último dia 21, o porteiro Ricardo Alexandre dos Santos levou um tiro na cabeça, durante uma operação da Polícia Militar, em Pescaria, enquanto esperava o ônibus. Dezenas de testemunhas revelam que um dos policiais o confundiu com um traficante e efetuou o disparo. A versão oficial da PM alega que houve troca de tiros com um suspeito e Ricardo foi vítima de bala perdida. Quem estava lá garante que só houve um tiro. Outro episódio esquisito aconteceu numa operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no dia 4 de novembro, que matou cinco pessoas de uma tacada só. Alega-se que houve resistência à prisão, o que teria provocado um ?tiroteio? bastante raro, com uma ?batalha? bem peculiar em que apenas um dos lados teve problemas. Do outro lado, ninguém sofreu um arranhão.

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