Cidades
� CRUEL, N�O TEM O QUE FAZER, � S� AGUARDAR E SOFRER
A família de Bárbara Regina sequer tem a morte para solenizar ou buscar consolo. ?É cruel, não tem o que fazer, é só aguardar e sofrer. Infelizmente, a vida continua?, suspira a tia da moça, Ana Leite. Na noite em que desapareceu, em 2012, a universitária foi filmada pelas câmeras da boate Le Hotel com o acusado Otávio Cardozo, que chegou a ser interrogado pela polícia, mas nunca foi preso. Hoje, ele está indiciado pelo crime e foragido. Para a família, a lentidão e ineficiência das investigações provoca a impunidade. Só a prisão do suspeito pode trazer algum alívio. Tanto pela sensação de Justiça, mas principalmente porque pode encerrar todas as dúvidas: se Bárbara está viva, se foi traficada para algum lugar, se ainda é refém, se foi mesmo assassinada e, neste caso, onde estaria o cadáver. ?Enquanto o corpo não aparecer, a gente sempre espera, então não chega a ser um luto, a gente quer acreditar que ela está viva?, revela a tia. A esperança é uma coisa. A confiança é outra. ?Não dá para confiar em nada mais, nem Justiça ou polícia. Na verdade, Maceió é terra de ninguém. Aqui só tem um julgamento justo quem tem dinheiro, quem tem influência?, discerne Ana Leite. Para a família, algumas pessoas descobriram o que aconteceu com Bárbara, mas não dizem nada. ?A gente nota que os investigadores sabem, mas por algum motivo eles não passam nada?, sugere Ana. MG ?