Cidades
Restri��es n�o abalam neg�cios
?O cigarro matou meu marido!? Quem contou à Gazeta o porquê do fim de seu amado esposo foi a aposentada Floraci Vasconcelos, de 74 anos. Fumante passiva durante meio século, nunca pôs um cigarro na boca. ?Aspirava muita fumaça quando estávamos no mesmo carro, mas nunca quis fumar?, confessa. A sorridente aposenta relembra que seu ex-esposo raramente ia ao médico. ?Tinha saúde de ferro. Até que, numa ida ao médico, descobriu uma enfisema pulmonar, doença obstrutiva crônica, caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares. ?Algum tempo depois, não resistiu e morreu?, recordou. O cenário do breve relato à Gazeta de Alagoas: a única tabacaria de um shopping de Maceió. Por quê? ?A venda de fumos e cigarros é negócio de família faz 25 anos?, explicou. O negócio pertence à sua filha, Ana Márcia Vasconcelos, que não é fumante. ?Nunca pus um cigarro na boca?, confessou a empresária. Absolutamente favorável à Lei Antifumo, a empresária conta que as recentes restrições à comercialização dos produtos fumageiros não abalaram os negócios do setor. ?Vendo dois milheiros de carteiras de cigarro por mês, em média?, informou. ?Os jovens compram cada vez mais?, reforça sua mãe.