Cidades
Comerciantes da Ceasa v�o � Justi�a contra taxas
O Sindicato dos Comerciantes da Ceasa do Estado de Alagoas (Sincal) vai entrar com uma ação na Justiça contra os valores das taxas cobradas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural de Alagoas (Ideral) aos comerciantes da área externa da Ceasa. De acordo com o vice-presidente do Sincal, José Antônio Macedo, a maior insatisfação dos comerciantes da área externa é que o valor das taxas de administração cobradas pelo Ideral não refletem na melhoria da estrutura da área. ?A situação dos comerciantes da Ceasa é de calamidade pública, pois falta segurança e a limpeza é deficiente?, afirma. Macedo salientou que em 1998, ele pagava de taxa de administração do seu estabelecimento o equivalente a R$ 75,49. Atualmente, essa taxa passou para R$ 289,54, pois é cobrado R$ 4,22 por metro quadrado. E está previsto um novo reajuste em torno de 15% entre os meses de março e abril. Ameaças Ele denunciou, ainda, que a direção da Ceasa vem ameaçando expulsar os comerciantes que estão com o pagamento das taxas em atraso. ?Já encaminhamos vários ofícios à direção do Ideral para discutir o valor dessas taxas, mas não obtivemos respostas?. Os comerciantes da área interna da Ceasa também enfrentam dificuldades para pagar as taxas de administração cobradas pelo Ideral. Cada banca da parte interna paga uma taxa mensal de R$ 31,50. Mas a maior parte das reclamações vem dos comerciantes que estão instalados no estacionamento da Ceasa, que recebeu uma coberta. A taxa para ocupação dessa área, que era de R$ 3,00 por dia, passou para R$ 6,00. É cobrada ainda uma taxa de R$ 30,00 para o acesso dos caminhões que transportam mercadoria e se pernoitarem no local é cobrada uma taxa adicional de R$ 20,00. O Ideral também deu um prazo até sábado para a entrega dos pontos alugados. Segundo Macedo, o Sindicato já tentou negociar uma saída com o órgão para os comerciantes que têm pontos alugados, mas não houve acordo. ?A própria Caixa Econômica Federal chegou a abrir uma negociação especial para seus mutuários que tinham contrato de gaveta, semelhante à situação de alguns comerciantes da Ceasa. Só o Ideral que não aceita negociar uma saída para essa situação?, protesta o dirigente do Sincal.