Cidades
Juiz prop�e alternativa contra superlota��o
O juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, considera a opção de, nos casos em que couber, a Justiça decidir por medidas cautelares, ao invés de decretos de prisão, como alternativa para reduzir a superlotação no sistema prisional de Alagoas. A medida, que será discutida por ele na Corregedoria-Geral de Justiça, valeria pelo menos até janeiro próximo, quando serão concluídas as obras de um novo presídio em Maceió, com capacidade para 708 presos. Ontem, ao confirmar que a situação tanto nos presídios quanto na Casa de Custódia e Central de Flagrantes, unidades da Polícia Civil, é de superlotação extrema, Braga Neto reconheceu como sério o temor dos policiais e agentes penitenciários de que a revolta dos presos se intensifique. ?Tá tudo superlotado, e muito?, disse o magistrado. O número de presos na Central de Flagrantes, cujo limite é de 24 encarcerados, o dobro da capacidade física da unidade, passava de 29 ontem, provocando preocupação nos delegados e agentes. ?A situação tá difícil, estamos pensando como será no turno da noite?, disse, no final da tarde de ontem, o delegado Leonardo Assunção, um dos plantonistas. Ele só se mostrou sossegado ao saber que, por gestões do diretor-geral da PC, delegado Carlos Reis, junto ao juiz de Execuções, foram autorizadas 20 vagas para a transferência de presos provisórios. A mesma reação teve o coordenador da Casa de Custódia, no Jacintinho, Alexandre Barbosa, que estava de mãos na cabeça tendo que acomodar 91 presos, num espaço destinado a apenas 50 homens.