Cidades
Reeducandos e infratores fazem Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade mudou, ontem, a rotina de nove unidades carcerárias de Alagoas. 336 acusados de crimes ou atos infracionais se submeteram ao teste com objetivo de ingressar na universidade ou de obter a certificação de conclusão do ensino médio. Do total de inscritos, 288 têm mais de 18 anos. Já tinham concluído o ensino médio e viram no exame uma oportunidade de ingressar na universidade, após o cumprimento de suas penas. Outros 48 são adolescentes acusados de atos infracionais. Estes querem acelerar os estudos ou concluir o ensino médio. Os 288 maiores de idade representam 8,51% do total de reeducandos recolhidos ao sistema carcerário alagoano, segundo levantamento da Superintendência de Administração Penitenciária (Sgap). Dentre os acusados de atos infracionais, o percentual é bem maior: 27,5% dos 174 atualmente internados. Em relação à atual população carcerária, o número de inscritos em Alagoas é considerado muito baixo. Poderia ter sido maior caso outros reeducandos ou internos dispusessem de toda a documentação exigida pelo Ministério da Educação (MEC) durante a etapa de solicitação de inscrição para submissão aos testes.